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Líder separatista diz que Copa Africana pode ter mais atos violentos

por ESPN.com.br com Agência Estado

Rodrigues Mingas, um líder da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), movimento separatista acusado de ser o autor do atentado que matou dois integrantes da delegação da seleção de Togo que disputaria a Copa Africana de Nações, em Angola, afirmou nesta terça-feira que novos atos violentos poderão ocorrer no país e, consequentemente, abalar ainda mais a competição.
Mingas disse, porém, que os jogadores que participam do torneio não serão alvos, mas sim apenas soldados angolanos: O líder ressaltou que a região angolana de "Cabinda está em guerra, e que não há trégua (no conflito)".
A cidade de Cabinda abriga os confrontos do grupo B da Copa Africana, que teve a sua primeira rodada na última segunda-feira quando Costa do Marfim empatou com Burkina Fasso por 0 a 0 e o confronto entre Togo e Gana acabou sendo cancelado pelo fato de a seleção togolesa ter desistido da competição a pedido do governo do seu país.
O atentado contra a seleção de Togo, ocorrido na última sexta-feira, matou o auxiliar-técnico Abalo Amelete e o assessor de imprensa Stanislas Ocloo, além do motorista angolano que conduzia o ônibus com a delegação togolesa.
Mingas falou que a ação terrorista da Flec tinha só como alvo os soldados que escoltavam o ônibus que transportava a seleção, mas alertou que os ataques contra as forças militares angolanas continuarão.
O líder da Flec ainda avisou que soldados que fazem a segurança do estádio de Cabinda - para onde está previsto o confronto entre Grupo B da primeira fase da Copa Africana - poderão ser atacados.

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    De acordo com médico, goleiro de Togo melhora

    Postado em 11/1/2010 às 14:26 por Equipe Trivela.com

    Obilalé: condição estável

    O estado de saúde do goleiro Kodjovi Obilalé, de Togo, é estável, de acordo com o médico Ken Boffard, um dos integrantes da equipe que trata o atleta, no Netcare Milpark Hospital, na cidade sul-africana de Johannesburg. Obilalé foi ferido por uma bala na parte de baixo de suas costas, em atentado à seleção de Togo, que se dirigia a Angola para disputar a Copa Africana de Nações.

    Em entrevista coletiva, Boffard falou sobre Obilalé, que está sedado e respira com a ajuda de aparelhos: "Estou feliz de dizer que sua condição se estabilizou. Ele está em boas condições no momento. Esperamos manter sua respiração por aparelhos nos próximos dias, e não espero que sua condição mude neles. Acima de tudo, estamos felizes com seu progresso."

    O médico ainda disse que a equipe deve manter fragmentos de balas, encontrados no estômago, dentro do corpo de Obilalé. De acordo com Boffard, "removê-las, às vezes, causa mais dano do que esquecê-las."

    Falando sobre as probabilidades de que o goleiro possa voltar a jogar, Boffard disse ser cedo demais, mas que os doutores estavam otimistas: "Ele é um atleta, e isso está muito a seu favor. Sua condição era razoável, quando ele chegou aqui."

    Integrante da equipe médica da Fifa e também acompanhando Obilalé, Efraim Kramer disse que o futuro de Obilalé no futebol "dependerá do que vai em sua mente ou do que vai em seu coração."

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    Costa do Marfim inicia CAN com tropeço

    Postado em 11/1/2010 às 15:56 por Equipe Trivela.com

    Zokora e Gnanou disputam bola: empate

    Uma das seleções consideradas favoritas à conquista da Copa Africana de Nações começou sua campanha em Angola com um tropeço. Nesta segunda, em Angola, a Costa do Marfim acabou ficando no empate por 0 a 0 com Burkina Fasso, no jogo de abertura do grupo B - que contava com Togo, seleção que desistiu de participar da competição, em virtude do atentado de que foi vítima, na última sexta. O resultado deixou ambas as equipes com um ponto.

    No começo da partida em Cabinda, aproveitando falhas de marcação da equipe burquinense, a Costa do Marfim rapidamente começou a trazer perigo ao gol defendido por Daouda Diakité. Logo aos quatro minutos, em chute de longe, Bakari Koné quase marcou o primeiro gol dos Elefantes.

    Retomando a bola muito facilmente, sempre, os marfinenses criavam várias chances. E também as perdiam. Dois exemplos vieram no espaço de sete minutos. Aos 31, em cruzamento vindo da direita, a bola chegou à segunda trave, e Siaka Tiéné quase conseguiu completar para as redes. E, aos 38, com chute de longe, Didier Zokora quase conseguiu marcar.

    Só então Burkina Fasso conseguiu chegar pela primeira vez. Aos 40 minutos, pela direita, Jonathan Pitroipa fez a finta, virando-se para cima da marcação, saiu dos marcadores e cruzou rasteiro. Moumouni Dagano tentou completar para as redes, mas Yaya Touré conseguiu completar.

    Depois, aos 42 minutos, a última chance do primeiro tempo. Após lançamento de Yaya Touré, Didier Drogba, pela direita, passou de primeira a Bakari Koné, que bateu. Diakité espalmou a bola, que passou por cima do gol.

    E a Costa do Marfim veio para o começo do segundo tempo como terminara o primeiro: criando chances de ataque. Aos sete minutos, Bakari Koné tabelou com Yaya Touré, recebeu a bola de volta, aproximou-se mais do gol e bateu, da entrada da área. A bola passou à esquerda do gol de Diakité. Com a diminuição do ritmo marfinense, todavia, Burkina Fasso também trouxe perigo ao gol. Aos 20, numa cobrança de falta em dois lances, Dagano bateu forte, causando rebote do goleiro Boubacar Barry. Todavia, ninguém aproveitou a chance.

    Porém, logo no minuto seguinte, veio a maior chance dos marfinenses na etapa final. Aproveitando lançamento longo, Gervinho tomou a bola pela esquerda, fintou a defesa e, quase na linha de fundo, cruzou para trás. E Bakari Koné completou, perdendo mais uma chance, ao mandar a bola para fora. Ainda houve cobrança de falta, aos 29 minutos, na qual Tiéné bateu para a defesa de Diakité. E o jogo ficou mesmo no 0 a 0.

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    Tragédia em Angola não afetará Copa do Mundo, diz África do Sul

    por ESPN.com.br com Agência EFE

    A África do Sul descartou neste sábado que o atentado ocorrido na última sexta-feira em Angola, às vésperas da Copa Africana de Nações, vá afetar a organização do Mundial deste ano, informou hoje a agência notícias local "Sapa".
    "Queremos esclarecer que não existe qualquer relação entre o que aconteceu em Angola e os preparativos da África do Sul para abrigar a Copa de 2010", disse Rich Mkhondo, diretor de comunicação do Mundial.
    Para Mkhondo, correlacionar os dois torneios seria como sugerir que, por exemplo, um incidente ocorrido na República Tcheca teria repercussão direta no Reino Unido.
    "Também não podemos comparar a organização e a segurança de Angola com a África do Sul só porque os dois países estão na mesma região do mundo", continuou.
    Mkhondo lembrou que a África do Sul organizou vários eventos esportivos internacionais nos últimos anos sem que se tenha registrado incidentes notáveis, apesar de ser um dos países com um alto índice de criminalidade.

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    CAF rejeita pedido de Togo para entrar depois na Copa Africana de Nações

     

    por ESPN.com.br

    A seleção de Togo estará desclassificada da Copa Africana de Nações caso não entre em campo nesta segunda-feira contra Gana, afirmou nesta segunda-feira a Confederação Africana de Futebol (CAF).
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    Ministro pede inclusão de Togo no decorrer da Copa Africana de Nações

    A entidade negou o pedido feito pelo ministro do Esporte do país, Christophe Tchao, para que a equipe entre na competição após os três dias de luto decretados pela morte de três pessoas em atentado sofrido na última sexta. O auxiliar técnico Amelete Abalo e o chefe de imprensa Stan Ocloo morreram, além do motorista do ônibus jogadores e comissão técnica para Angola.
    "Queremos um período de luto de três dias. Os jogadores estão indo embora com os corpos de seus irmãos mortos, porém pedimos à CAF que encontre uma maneira de entrarmos mais tarde na competição", explicou Christophe Tchao.
    Os jogadores gostariam de participar da Copa Africana como uma forma de homenagear e honrar o nome dos mortos, mas o governo de Togo rejeitou a ideia e ordenou a volta da delegação a Lome, capital do país. O desembarque aconteceu na noite do último domingo.

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    Dois suspeitos são detidos por atentado contra seleção do Togo em Angola

     

      • 07h41
      • 11Jan

       

      por ESPN.com.br com Agência EFE

      Duas pessoas foram detidas em relação ao atentado contra a seleção do Togo na sexta-feira passada, que deixou três mortos, no norte de Angola, informou nesta segunda-feira a imprensa oficial angolana.
      António Nito, procurador provincial de Cabinda, a província angolana onde ocorreu o ataque, anunciou "a captura de dois integrantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), que atacou a seleção do Togo", segundo a agência local "Angop". Ele disse que as detenções aconteceram "no lugar do incidente, na estrada de Massabi, que liga Angola e República do Congo", dentro de Cabinda.
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      A Procuradoria, acrescentou o responsável, abriu - em colaboração com o com o Departamento Provincial de Investigação Criminal - "um processo para esclarecer os fatos e a responsabilidade dos envolvidos".
      O atentado contra a seleção do Togo aconteceu na sexta-feira passada, quando a equipe entrou na localidade angolana de Cabinda, em direção à sede do grupo B da primeira fase da Copa Africana de Nações, na qual devia ter enfrentado Gana ontem, em seu primeiro jogo do torneio.
      O ônibus que transportava os jogadores da seleção do Togo, que era escoltado pela Polícia angolana, foi metralhado por membros da guerrilha separatista do Flec, que assumiu a autoria da ação.
      O ataque deixou pelo menos dois mortos - o treinador assistente da seleção do Togo, Abalo Amelete, e o chefe de imprensa da equipe, Stan Ocloo - e vários feridos, entre eles o goleiro reserva Kodjovi Kadja Obilale, que foi levado à África do Sul, onde fez uma cirurgia e está internado.
      Devido ao atentado, o Governo togolês decidiu retirar sua seleção da competição africana, ao considerar que não existiam as garantias de segurança necessárias para continuar no torneio, apesar de alguns jogadores terem afirmado que queriam jogar em homenagem aos colegas mortos e feridos.
      Segundo Christophe Tchao, ministro do Esporte de Togo, já foi feita uma solicitação à Confederação Africana de Futebol (CAF) para incluir a seleção no decorrer da Copa continental. A 27ª edição da Copa Africana de Nações começou ontem em Angola e deve terminar em 31 de janeiro.
      Chegada

      Os jogadores e a comissão técnica da seleção de Togo chegaram na noite do último sábado à Lome, capital do país. Capitaneados por Emannuel Adebayor, eles foram recebidos por uma multidão no aeroporto. Além deles, os corpos do assessor de imprensa e do assistente técnico Amalete Abalo também desembarcaram.

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      Líder de rebeldes diz que não é terrorista e que mortes de togoleses foi "azar"

      Pessoas ficam abaixadas após o ataque à delegação do Togo na região de Cabinda

        Pessoas ficam abaixadas após o ataque à delegação do Togo na região de Cabinda

        Crédito da foto: Reuters

          • 15h11
          • 10Jan

          por ESPN.com.br

          Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo", o líder do grupo de rebeldes que atacou o ônibus da seleção de Togo quando chegava em Angola, Rodrigues Mingas, afirmou que os togoleses deram "azar.
          "O ataque não foi contra a equipe do Togo. Nós não temos nada contra eles. Nós estamos em guerra contra Angola, que ocupa ilegalmente nosso território. Ordenamos atacar as forças angolanas, e a equipe do Togo, por azar, foi atingida por nossa tropa", disse o líder.
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          O atentado aconteceu na última sexta-feira, na região de Cabinda, na fronteira entre Angola e Congo: o ônibus que levava a delegação de Togo que disputaria a Copa Africana de Nações foi alvejado por diversos disparos de metralhadoras. O motorista do veículo, o assessor de imprensa e um auxiliar técnico da seleção togolesa foram mortos, e o goleiro reserva Kodjovi Obilale recebeu dois disparos nas costas e está em estado grave.
          Rodrigues Mingas, que é secretário-geral das Forças de Libertação do Estado de Cabinda (Flec)-Posição Militar, revelou que avisou os organizadores da Copa Africana sobre a possibilidade de emboscadas: "Nós tínhamos avisado os organizadores. A carta está na mesa do presidente (da Confederação Africana de Futebol). Em resposta, as autoridades disseram a eles: (os rebeldes) são uns bandidos, não há problema".
          O líder da Flec negou que seu grupo seja terrorista. "Angola mata cabindenses em nosso território e isso nunca é condenado. Ontem eu vi um governante angolado dizer que nós somos um grupo terrorista. Não somos. Os terroristas estão no Oriente Médio, não na África Central. Somos independetistas", garantiu Rodrigues Mingas.
          A seleção de Togo, inicialmente, desistiu de disputar a competição continental, mas no sábado à noite os jogadores disseram que participariam em memória dos três mortos. O governo do país, porém, demoveu os atletas da ideia e pediu a volta imediata da delegação.

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